sexta-feira, fevereiro 23

A “QUEBRADA” DO COZINHEIRO ARGENTINO por Decio R Kerr Oliveira

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Voltando do Atacama, na minha viagem solo de 2001, quando cheguei no estacionamento do Hotel de San Juan e desmontava as bagagens da “Gloriosa”, encontrei o cozinheiro que acabava de chegar com a sua moto. Papo vai, papo vem, o prestativo e simpático argentino me perguntou pra onde eu iria amanhã. e eu mostrei no mapa do tank bag o roteiro que pretendia fazer para Santiago Del Estero. Grande conhecedor da região, ele sugeriu que eu fosse pela RP 510, uma “quebrada” que encurtaria muito minha jornada e o visual era muito bonito. No dia seguinte, sai cedinho de San Juan e, a uns 80 km da rodovia federal, encontrei a quebrada do cozinheiro que cortaria caminho para Santiago Del Estero, a RP 510. Era uma estradinha asfaltada muito estreita, sinuosa que ia dando a volta por pequenas elevações e com muita terra na pista arrastada pela chuva. A impressão que dava era que pouca gente passava por lá. Na hora me veio a imagem do jovem cozinheiro tomando uma cervejinha no bar, depois do jantar, e comentando com os amigos sobre a viagem que o brasileiro estava fazendo, e contando da dica que tinha dado pro motociclista solitário fazer no dia seguinte. Era um lugar ideal para um assalto e, na cabeça do “macaco velho”, a luzinha vermelha de alerta acendeu, e já fui imaginando uma pick-up me esperando depois da próxima curva… Voltei imediatamente para a estrada principal e resolvi continuar pelo caminho mais longo mesmo. Nem preciso falar por que não tirei fotos da quebrada do cozinheiro!

Na foto destacada, a “Gloriosa”: tirada por um motociclista catarinense que conhecemos na aduana do Paso do Cristo Redentor.

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