
Plantão no PSO, madrugada, curetagens mil por abortamentos incompletos, na maioria das vezes provocados por “curiosas”, punções em fundos de saco por suspeita de prenhezes ectópicas, infecções pélvicas e outras situações.
Um R1 da nossa turma, sério, um pouco tímido até, mas competente e compenetrado, examinando uma mulher com certo perfil de anexite, como defini na época (baton vermelho meio borrado, minissaia, cabelos louros nas extremidades e escuros nas bases, chiclete na boca) em posição ginecológica. Toque, alguma dúvida em relação a dor à mobilização do colo uterino, compressão do fundo de saco, o exame demorando e a paciente se manifestando: “ai…aiii … ui … ui …”. Nosso colega, preocupado com o desconforto do exame, pergunta, meio constrangido: “está doendo, moça?” A resposta veio imediata: “não, é que tá gostoso, doutor”. Nosso colega só faltou esconder-se debaixo da mesa de exame…
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